Madeireira e frigoríficos são condenados por pressionar empregados em eleições 

Uma madeireira do Paraná e dois frigoríficos de Minas Gerais foram condenados por assédio eleitoral, após pressionarem trabalhadores a votar em seus candidatos nas eleições de 2022.
Testemunhos, vídeos e eventos políticos dentro das fábricas comprovaram coação, ameaças e distribuição de materiais de campanha.
O TST fixou indenizações significativas, reduzindo alguns valores, mas reconhecendo claramente a prática abusiva dos empregadores.

Trabalhadora vítima de violência doméstica tem justa causa revertida

A 3ª Turma do TRT-17 confirmou que a dispensa por justa causa aplicada a uma trabalhadora de supermercado deveria ser revertida para dispensa sem justa causa.
A trabalhadora deixou de comparecer ao trabalho depois de ser perseguida pelo ex-companheiro, em um contexto de violência doméstica.
Para o colegiado, não houve abandono de emprego, e o supermercado foi condenado ao pagamento das verbas da dispensa imotivada e de indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil.

Filho com paternidade reconhecida após morte de trabalhador pode pedir indenização

Um trabalhador morreu em acidente de trabalho em 1989.
Um filho, nascido em 1990, só teve a paternidade reconhecida na Justiça em 2014 e entrou com ação em 2015 para pedir indenização por danos morais.
A 7ª Turma afastou a prescrição declarada nas instâncias anteriores, por entender que o direito de pedir a indenização só surgiu a partir do reconhecimento judicial da filiação.