A Justiça do Trabalho realizará, entre os dias 14 e 18 de setembro de 2026, a 16ª Semana Nacional da Execução Trabalhista. A mobilização ocorrerá em todos os Tribunais Regionais do Trabalho do país e terá como objetivo ampliar a efetividade das decisões judiciais, buscando soluções para processos nos quais o direito já foi reconhecido, mas o pagamento ainda não foi concluído.
Com o slogan “Seu direito por inteiro”, a iniciativa pretende estimular a conciliação e intensificar medidas voltadas à localização de bens e valores que possam ser utilizados para quitar débitos trabalhistas.
A fase de execução ocorre, em regra, depois que a Justiça reconhece a existência de um direito e define os valores devidos. Quando o pagamento não é realizado voluntariamente, podem ser adotadas medidas para localizar e bloquear ativos financeiros, veículos, imóveis e outros bens do devedor.
A edição de 2026 terá atenção especial aos processos relacionados a grandes devedores e ao fortalecimento dos Núcleos de Pesquisa Patrimonial dos Tribunais Regionais do Trabalho. Esses núcleos utilizam sistemas eletrônicos e técnicas de investigação para localizar patrimônio e identificar possíveis tentativas de ocultação de bens.
Entre as ferramentas utilizadas pela Justiça estão o Sisbajud, destinado à pesquisa e ao bloqueio de valores em instituições financeiras, e o Renajud, empregado na consulta e restrição de veículos.
Apesar da intensificação das medidas de cobrança, a conciliação continuará sendo incentivada. Trabalhadores e empresas poderão solicitar que processos em fase de execução sejam incluídos na programação da semana, permitindo a realização de audiências e a apresentação de propostas de acordo.
Para as empresas, a mobilização pode representar uma oportunidade de revisar processos em andamento, conferir cálculos e avaliar soluções negociadas para a regularização de passivos trabalhistas.
A falta de acompanhamento adequado pode resultar em bloqueios de contas bancárias, restrições sobre veículos e imóveis e outras medidas capazes de afetar diretamente a operação empresarial. Por isso, é importante identificar antecipadamente os processos que podem ser incluídos na semana e estruturar propostas compatíveis com a realidade financeira da empresa.
Embora a Semana Nacional da Execução Trabalhista esteja voltada a processos já existentes, a iniciativa também reforça a importância da prevenção. A revisão periódica das práticas trabalhistas, o acompanhamento dos processos e a adoção de políticas internas de conformidade ajudam a reduzir passivos e permitem decisões com maior previsibilidade.
Empresas e trabalhadores interessados em participar devem buscar orientação jurídica e consultar o Tribunal Regional responsável pelo processo para verificar os procedimentos e os prazos de inscrição.
*Com informações do TST